Dr. Lúcio Brandão Gomes Neurocirurgia · Nervos Periféricos · Plexo Braquial

Especialidade

Pé Caído — Neuropatia do Nervo Fibular

Também conhecida como pé caído, dificuldade de levantar o pé, tropeços frequentes.

Ilustração anatômica — Pé Caído — Neuropatia do Nervo Fibular

Sinais de alerta

  • Dificuldade para levantar a ponta do pé
  • Pé que raspa no chão ao caminhar
  • Tropeços frequentes
  • Dormência no dorso do pé e na lateral da perna
  • Necessidade de levantar mais o joelho para andar

O que é

O nervo fibular comanda os músculos que levantam o pé e os dedos. Ele passa por um ponto vulnerável logo abaixo do joelho, na lateral da perna, onde pode ser comprimido ou lesionado. Quando isso acontece, o pé “cai”: a ponta não levanta, o pé raspa no chão e a marcha muda.

Sintomas mais comuns

  • Ponta do pé caída, que não levanta sob comando
  • Tropeços frequentes, principalmente em tapetes e degraus
  • Marcha “escarvante”: levantar demais o joelho para o pé não arrastar
  • Dormência no peito do pé e na lateral da perna

Quando procurar um especialista

Assim que notar a fraqueza. O tempo é o fator mais importante no prognóstico das lesões nervosas — avaliações tardias reduzem as opções de reconstrução.

Como é o tratamento

Compressões na cabeça da fíbula são tratadas com descompressão cirúrgica, de recuperação excelente quando precoce. Lesões traumáticas podem exigir enxertos ou transferências nervosas. Em casos tardios, a transferência de tendão reposiciona um músculo funcionante para levantar o pé.

Recuperação

Enquanto o nervo se recupera, uma órtese mantém a marcha segura e a fisioterapia preserva a mobilidade. Os primeiros sinais de reinervação surgem em meses, com ganho progressivo.

Perguntas frequentes

O que causa o pé caído?

A causa mais comum é a compressão do nervo fibular na cabeça da fíbula, logo abaixo do joelho — por cruzar as pernas, emagrecimento rápido, imobilização ou trauma. Também pode ocorrer após cirurgias ou fraturas.

Pé caído tem cura?

Depende da causa e do tempo. Compressões tratadas precocemente têm ótima recuperação com descompressão cirúrgica. Lesões graves podem exigir enxertos, transferências nervosas ou de tendão — por isso a avaliação precoce é decisiva.

Quanto tempo tenho para tratar?

O músculo que levanta o pé atrofia com o tempo. O ideal é avaliação especializada nas primeiras semanas. Após 12 a 18 meses sem reinervação, as opções nervosas diminuem — mas transferências de tendão ainda podem restaurar a marcha.

Vou voltar a andar normalmente?

A maioria dos pacientes tratados no tempo certo recupera marcha funcional sem órtese. Cada caso precisa de avaliação individual do potencial de recuperação.