Especialidade
Pé Caído — Neuropatia do Nervo Fibular
Também conhecida como pé caído, dificuldade de levantar o pé, tropeços frequentes.
Sinais de alerta
- Dificuldade para levantar a ponta do pé
- Pé que raspa no chão ao caminhar
- Tropeços frequentes
- Dormência no dorso do pé e na lateral da perna
- Necessidade de levantar mais o joelho para andar
O que é
O nervo fibular comanda os músculos que levantam o pé e os dedos. Ele passa por um ponto vulnerável logo abaixo do joelho, na lateral da perna, onde pode ser comprimido ou lesionado. Quando isso acontece, o pé “cai”: a ponta não levanta, o pé raspa no chão e a marcha muda.
Sintomas mais comuns
- Ponta do pé caída, que não levanta sob comando
- Tropeços frequentes, principalmente em tapetes e degraus
- Marcha “escarvante”: levantar demais o joelho para o pé não arrastar
- Dormência no peito do pé e na lateral da perna
Quando procurar um especialista
Assim que notar a fraqueza. O tempo é o fator mais importante no prognóstico das lesões nervosas — avaliações tardias reduzem as opções de reconstrução.
Como é o tratamento
Compressões na cabeça da fíbula são tratadas com descompressão cirúrgica, de recuperação excelente quando precoce. Lesões traumáticas podem exigir enxertos ou transferências nervosas. Em casos tardios, a transferência de tendão reposiciona um músculo funcionante para levantar o pé.
Recuperação
Enquanto o nervo se recupera, uma órtese mantém a marcha segura e a fisioterapia preserva a mobilidade. Os primeiros sinais de reinervação surgem em meses, com ganho progressivo.
Perguntas frequentes
O que causa o pé caído?
A causa mais comum é a compressão do nervo fibular na cabeça da fíbula, logo abaixo do joelho — por cruzar as pernas, emagrecimento rápido, imobilização ou trauma. Também pode ocorrer após cirurgias ou fraturas.
Pé caído tem cura?
Depende da causa e do tempo. Compressões tratadas precocemente têm ótima recuperação com descompressão cirúrgica. Lesões graves podem exigir enxertos, transferências nervosas ou de tendão — por isso a avaliação precoce é decisiva.
Quanto tempo tenho para tratar?
O músculo que levanta o pé atrofia com o tempo. O ideal é avaliação especializada nas primeiras semanas. Após 12 a 18 meses sem reinervação, as opções nervosas diminuem — mas transferências de tendão ainda podem restaurar a marcha.
Vou voltar a andar normalmente?
A maioria dos pacientes tratados no tempo certo recupera marcha funcional sem órtese. Cada caso precisa de avaliação individual do potencial de recuperação.